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“Se deu, acolheu, protegeu, se rendeu, se excedeu, prometeu e não recebeu. Perdeu, escorreu e doeu. Cresceu, não aprendeu, morreu, renasceu, viveu, leu, conviveu e se perdeu. Judeu, plebeu, europeu, ateu? Romeu, já anoiteceu e choveu. Não se esqueceu, se arrependeu, debateu, combateu, se espremeu, aqueceu, enfebreceu, dissolveu, emagreceu. Se moveu e escreveu. Bebeu, tremeu e ofendeu. Reabasteceu, reviveu, ofereceu, deu, floresceu, resplandeceu e se restabeleceu.”
O que aconteceu. (via poesografa)
Fonte:coracaoresgatado
178112 - reblog
Fonte:plasmatics-life
31970 - reblog
“Está estranho. O dia, o mês, o ano, as pessoas, inclusive eu.”
Marcello Henrique. (via alentador)
Fonte:sou-inseguro
56079 - reblog
“Te faço um café. Ou um cafuné. Se tu quiser.”
Caio Fernando Abreu. (via alentador)
Fonte:remandocontracorrente
26875 - reblog
“Sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo.”
Caio Fernando Abreu. (via romanteios)
Fonte:poesiasdeumgaroto
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<b>O encontro</b>

   Ela o encontrou pensativo em frente aos vinhos importados. Quis virar, mas era tarde, o carrinho dela parou junto ao pé dele. Ele a encarou, primeiro sem expressão, depois com surpresa, depois com embaraço, e no fim os dois sorriram. Tinham estado casados seis anos e separados, um, e aquela era a primeira vez que se encontravam depois da separação. Sorriram, e ele falou antes dela; quase falaram ao mesmo tempo.
   ― Você está morando por aqui?   
   ― Na casa do papai.
   Na casa do papai! Ele sacudiu a cabeça, fingiu que arrumava alguma coisa dentro do seu carrinho ― enlatados, bolachas, muitas garrafas ―, tudo para ela não ver que ele estava muito emocionado.
   Soubera da morte do ex-sogro, mas não se animara a ir ao enterro. Fora logo depois da separação, ele não tivera coragem de ir dar condolências formais à mulher que, uma semana antes, ele chamara de vaca. Como era mesmo que ele tinha dito? “Tu és uma vaca sem coração!” Ela não tinha nada de vaca, era uma mulher esbelta, mas não lhe ocorrera outro insulto. Fora a última palavra que ele lhe dissera. E ela lhe chamara de farsante. Achou melhor não perguntar pela mãe dela.
   ― E você? ― perguntou ela, ainda sorrindo. 
   Continuava bonita…
   ― Tenho um apartamento aqui perto.
   Fizera bem em não ir ao enterro do velho. Melhor que o primeiro reencontro fosse assim, informal, num supermercado, à noite. O que é que ela estaria fazendo ali àquela hora?
   ― Você sempre faz compras de madrugada?
   Meu Deus, pensou, será que ela vai tomar a pergunta como ironia?
   Esse tinha sido um dos problemas do casamento, ele nunca sabia como ela ia interpretar o que ele dizia. Por isso, ele a chamara de vaca, no fim. Vaca não deixava dúvidas de que ele a desprezava.
   ― Não, não. É que estou com uns amigos lá em casa, resolvemos fazer alguma coisa para comer e não tinha nada em casa.
   ― Curioso, eu também tenho gente lá em casa e vim comprar bebidas, patê, essas coisas.
   ― Gozado.
   Ela dissera uns amigos. Seria alguém do seu tempo? A velha turma? Ele nunca mais vira os antigos amigos do casal. Ela sempre fora mais social do que ele. Quem sabe era um amigo? Ela era uma mulher bonita, esbelta, claro que podia ter namorados, a vaca.
   E ela estava pensando: ele odiava festas, odiava ter gente em casa. Programa, para ele, era ir para casa do papai jogar buraco. Agora tem amigos em casa. Ou será uma amiga? Afinal, ele ainda era moço… Deixara a amiga no apartamento e viera fazer compras. E comprava vinhos importados, o farsante.
   Ele pensou: ela não sente minha falta. Tem a casa cheia de amigos. E na certa viu que eu fiquei engasgado ao vê-la, pensa que eu sinto falta dela. Mas não vai ter essa satisfação, não senhora.
   ― Meu estoque de bebidas não dura muito. Tem sempre gente lá em casa ― disse ele.
   ― Lá em casa também é uma festa atrás da outra.
   ― Você sempre gostou de festas.
   ― E você, não.
   ― A gente muda, né? Muda de hábitos…
   ― Tou vendo.
   ― Você não me reconheceria se viesse viver comigo outra vez.
   Ela, ainda sorrindo:
   ― Que Deus me livre.
   Os dois riram. Era um encontro informal.
   Durante seis anos, tinham se amado muito. Não podiam viver um sem o outro. Os amigos diziam: “Esses dois, se um morrer o outro se suicida.” Os amigos não sabiam que havia sempre uma ameaça de mal-entendido entre eles. Eles se amavam mas não se entendiam. Era como se o amor fosse mais forte, porque substituía o entendimento, tinha função acumulada. Ela interpretava o que ele dizia, ele não queria dizer nada.
   Passaram juntos pela caixa, ele não ofereceu para pagar, afinal era com a pensão que ele lhe pagava que ela dava festas para uns amigos. Ele pensou em perguntar pela mãe dela, ela pensou em perguntar se ele estava bem, se aquele problema do ácido úrico não voltara, começaram os dois a falar ao mesmo tempo, riram, depois se despediram sem dizer mais nada.
   Quando ela chegou em casa ainda ouviu a mãe resmungar, da cama, que ela precisava acabar com aquela história de fazer as compras de madrugada, que ela precisava ter amigos, fazer alguma coisa, em vez de ficar lamentando o marido perdido. Ela não disse nada. Guardou as compras antes de ir dormir.
   Quando ele chegou no apartamento, abriu uma lata de patê, o pacote de bolachas, abriu o vinho português, ficou bebendo e comendo sozinho, até ter sono e aí foi dormir.
   “Aquele farsante”, pensou ela, antes de dormir.
   “Aquela vaca”, pensou ele, antes de dormir.
-Luiz Fernando Veríssimo
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Fonte:futuro-namorado
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Fonte:themountainlaurel
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“Eu juro! Quando a vi pela primeira vez não fazia idéia que seria tão feliz. Sua foto ali, estampada bem na minha frente na tela do computador. Parei de rolar a tela e fiquei parado, hipnotizado encarando uma foto. Não pensava em nada naquele momento, acho que sofri um apagão que durou aproximadamente um minuto. Um minuto. Um minuto sem pensar em absolutamente nada. Pra mim isso é inusitado, minha cabeça é um turbilhão, meus pensamentos são numerosos, intensos, velozes, inacabáveis. Você pode imaginar o que é ter um minuto de paz quando se vive em meio ao caos? Eu não podia, até aquele momento. Quando voltei do meu estado de transe momentâneo, fui atingido por uma bala de coragem e quase que impulsivamente mandei uma mensagem pra ela. “Oi, tu é muito linda.”. Mandei aquilo e bati com minha mão na cabeça, com força suficiente pra fazer doer e fiquei apoiado sobre minha algoz mão punidora por alguns instantes. Novamente minha cabeça estava ligada no 220v só que agora todos meus pensamentos eram sobre ela, inúmeras possibilidades, impossibilidade, medo, arrependimento… tudo de uma vez só. Quando atualizei a página, lá estava, eu tinha uma mensagem e meio que automaticamente meu coração disparou e um sorriso apreensivo apareceu em meus lábios. Quando abri a caixa de mensagem la estava, era dela “oi, obrigada. e ai, tudo certo contigo?”. Pois veja, tive meu momento de sorte. Meus 20 segundos de coragem insana deram resultado. Ela não só agradeceu como já puxou assunto e naquele momento me senti o cara mais sortudo do mundo. Começamos a conversar e admito que no começo eu estava meio arredio e incrédulo, achando que tudo isso não iria muito para frente. Minhas respostas eram curtas, eu estava cauteloso como um cachorrinho que era maltratado pelo antigo dono e depois fica com medo de receber afeto de outro alguém. Porém, aos poucos o jeito carinhoso e cativante dela foram me envolvendo e eu fui me entregando. Dia após dia ficávamos mais e mais próximos. Viciados um na presença do outro, contando casos das nossas vidas, trocando confidências, segredos, sonhos, medos e planos. Todo dia… e isso se tornou sagrado. Minha cabeça já não era mais um turbilhão de pensamentos aleatórios e sim um turbilhão de pensamentos envolvendo ela. Quando dei por mim eu já era mais ela do que eu mesmo. Eu tinha tanta, mas tanta vontade de chamar ela de amor que um dia, sem querer, acabei chamando… “amor” o silêncio não reinou muito tempo e ela disse, “estou sorrindo aqui” e eu me perguntando “isso é bom não é?”, como numa transmissão de pensamentos ela disse “isso é tão bom” e senti minhas pernas bambearem como a muito tempo não sentia e de um certo modo, de um jeito único. Naquele momento sentia que poderia flutuar e nunca senti meus pés saírem do chão, não como nesse dia. Não demorou muito e estávamos completamente envolvido um com o outro, um relacionamento extremamente prazeroso. Começamos a namorar muito antes de eu pedir ela ‘oficialmente’ em namoro. Começamos a namorar primeiro com o coração, aprendemos a nos importar um com o outro, a aceitar os jeitos, trejeitos e defeitos, a admirarmos um ao outro, a nos aceitarmos, por fim, aprendemos a nos amar. Primeiro de tudo o amor… porque quando se tem muito amor o resto fica muito mais simples. Te quis desde que te vi, me apaixonei desde que te conheci, te amarei até o fim.”
Trecho de nós. (via supostos)
Fonte:perigeu
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Fonte:verticalfood
27308 - reblog
“Sem razões, sem porquês, só você e eu.”
Taylor Swift.  (via alentador)
Fonte:alentador
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Fonte:usabymelissafindley
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“Ei morena.
Minha menina.
Mulher que me enlouquece.
Menina que me fascina.
Lá vem ela, cabelos ao vento.
Olhar faceiro, jeito de mulher, sorriso de menina.
Lábios que prometem beijos.
Ressaltam meus desejos.
Sorrisos que me enchem de alegria.”
Caio Araújo. (via hifens)
Fonte:eterneceu
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Fonte:asanoame
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Fonte:wachona
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